Tudo bem, gente?
Tomamos ontem, em nosso encontro na casa da Elaine/Rogério a decisão de intercalarmos os nossos encontros dominicais entre os lares e o “Beneplácito Gourmet”. Isto quer dizer que em um domingo estaremos nos lares e no domingo seguinte, estaremos no “BG”.
O escritor de Eclesiastes ensina que tudo tem o seu tempo.
Começamos no Abba Hotel, depois fomos para uma chácara, na Edméia Lazarotti. Ficamos uns poucos domingos no auditório da Secretaria de Educação e, ultimamente, temos nos encontrado nos lares; experiência gostosa e que tem fortalecido os nossos laços de fé e de amizade. Tudo bem de acordo com nossa mensagem:
“Fora do Arraial, arma-se tendas. Apenas isto. Leves e desmontáveis, como fazem os peregrinos. O que conta é caminhar. Caminhar sempre”.
Na verdade, os encontros no Beneplácito Gourmet(BG) já vem acontecendo mas apenas no último domingo de cada mês. Agora, como disse, será diferente.
O nosso propósito é usarmos os encontros no BG para o louvor, a comunhão e a exposição da Palavra, conforme a compreensão que temos recebido do Evangelho. Já os encontros nos lares terão como foco a informalidade, o estreitamento de laços e a franca e leal avaliação de nossos ideais, de nossas dificuldades e eventuais correções de rota, sem, todavia, abrir mão dos momentos de adoração e reflexão.
É natural que as pessoas que convidarmos se sentirão mais à vontade no Beneplácito Gourmet, por ser um local neutro, e esta foi uma das razões que pesaram na nossa decisão.
Concluindo: O encontro do próximo domingo já acontecerá no Beneplácito. Como disse, teremos um culto focado em três pilares: COMUNHÃO – LOUVOR – PALAVRA.
Passe pra frente esta informação e, desde já, convide os seus amigos para o nosso encontro de domingo.
Abração,
Dnl
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
sábado, 13 de abril de 2013
Partiu Brennan Manning
Reproduzido de www.genizahvirtual.com
See you soon, brother.
Brennan Manning (April, 1934 - April, 2013)
Brennan Manning
Morre nesta sexta-feia (12-04-13) aos 79 anos Brennan Manning. Embora a sua saúde já estivesse debilitada a algum tempo, vivendo em casa sob os cuidados de enfermeiros desde seu último derrame, a sua voz seguia influenciando milhões através dos seus livros e vídeos com preleções recheadas da proclamação do amor desconcertante do Abba - Pai. Com a sua visão simples, mas poderosa, da centralidade do Evangelho no Amor, Manning provocou seus leitores a um confronto intimo e pessoal em obras como: O Evangelho Maltrapilho, O impostor que vive em mim, Deus o ama do jeito que você é, entre outros.
Batizado Richard Francis Xavier, o escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades - experiência que certamente contribuiu para aguçar-lhe a sensibilidade pelos anseios dos humildes e simples no ministério que abraçaria anos depois -, mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.
Batizado Richard Francis Xavier, o escritor Brennan Manning nasceu e cresceu, junto com os dois irmãos, num subúrbio barra pesada de Nova York. Sua família enfrentou dificuldades - experiência que certamente contribuiu para aguçar-lhe a sensibilidade pelos anseios dos humildes e simples no ministério que abraçaria anos depois -, mas isto não o impediu de entrar para a Universidade St. John, da qual sairia para servir no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (os famosos marines) durante a Guerra da Coréia.
De volta à vida civil, Manning tentou estudar jornalismo na Universidade do Missouri, mas seus questionamentos pessoais e a palavra de um conselheiro o levaram a um seminário católico. Em fevereiro de 1956, ao meditar sobre o caminho de Jesus até a cruz, sentiu-se comovido pelo Evangelho e chamado por Deus. "Naquele momento", relata, "a vida cristã passou a ter um novo significado para mim: uma relação íntima e profunda com Jesus." Quatro anos mais tarde, graduou-se em Filosofia e, posteriormente, em Teologia, pelo Seminário St. Francis.
Um dos aspectos mais interessantes sobre a trajetória ministerial de Brennan Manning é o trânsito entre a academia e as favelas, a universidade e as vilas, povoados e cortiços. Pensador brilhante, especialista em Escrituras e Liturgia, foi entre as populações carentes dos Estados Unidos e da Europa que encontrou o caminho para colocar em prática o tipo de cristianismo com o qual se comprometera desde o início de sua vocação: o da compaixão e serviço abnegado. Viveu em clausura e contemplação; carregou água para populações rurais e foi ajudante de pedreiro na Espanha; lavou pratos na França; deu apoio espiritual a presidiários suíços.
Com a fé reafirmada, Brennan Manning retornou aos Estados Unidos, fixando-se inicialmente no Alabama, onde tentou organizar uma comunidade nos mesmos moldes da Igreja primitiva. Voltou ao campus no fim dos anos 1970 e, depois de enfrentar uma crise pessoal, começou a escrever e ministrar palestras, atividades que mantém até hoje, sempre com o objetivo de comunicar o amor incondicional de Deus em Jesus. "Aprendi de um sábio franciscano que, para quem conhece o amor de Cristo, nada mais no mundo é tão belo e desejável.")
All is Grace by Brennan Manning
9Reproduzido de www.genizahvirtual.com
Páscoa fora da data
Tudo bem, gente!
Estão publicadas nas páginas “Comunidade Fé Consciente” e "Celebração da Páscoa"(facebook) as informações sobre nossa PASCOA FORA DA DATA, no Recanto do Jacú, próximo de 7 Lagoas. Vale reiterar:
- Primeiro de maio, dia do trabalhador, é feriado nacional.
- Estamos elaborando uma excelente programação, com muita música, celebração da Páscoa e da Ceia, com especial participação do Bregantim e Jorge Camargo.
- Teremos, no decorrer do dia, momento informal de bate-papo com o Brega e o Jorge Camargo.
- O Encontro é aberto a todos, indistintamente. Leve tantas pessoas quanto quiser.
- Acesse as páginas da” Comunidade Fé Consciente” e”Celebração da Páscoa”. Nelas, estão todas as informações sobre preço, horário de saída e de chegada, programação, etc..
- Amanhã, em nosso encontro na casa da Elaine e Rogério, iremos fechar todos os detalhes ainda pendentes.
Abração!
Dnl
Estão publicadas nas páginas “Comunidade Fé Consciente” e "Celebração da Páscoa"(facebook) as informações sobre nossa PASCOA FORA DA DATA, no Recanto do Jacú, próximo de 7 Lagoas. Vale reiterar:
- Primeiro de maio, dia do trabalhador, é feriado nacional.
- Estamos elaborando uma excelente programação, com muita música, celebração da Páscoa e da Ceia, com especial participação do Bregantim e Jorge Camargo.
- Teremos, no decorrer do dia, momento informal de bate-papo com o Brega e o Jorge Camargo.
- O Encontro é aberto a todos, indistintamente. Leve tantas pessoas quanto quiser.
- Acesse as páginas da” Comunidade Fé Consciente” e”Celebração da Páscoa”. Nelas, estão todas as informações sobre preço, horário de saída e de chegada, programação, etc..
- Amanhã, em nosso encontro na casa da Elaine e Rogério, iremos fechar todos os detalhes ainda pendentes.
Abração!
Dnl
terça-feira, 9 de abril de 2013
Nota de repúdio
O texto abaixo, reproduzido pelo Crismário, posto que longo, merece ser lido, na medida em que se contrapõe a uma teologia rasa e canhestra, de fundo de quintal:
Negros e africanos amaldiçoados?
Nota de esclarecimento e repúdio quanto à suposta maldição sobre negros e africanos
A Aliança Evangélica vem a público para repudiar o uso inadequado das Escrituras Sagradas, a Bíblia, juntamente com as interpretações e afirmações daí decorrentes, especificamente as feitas quanto a supostas maldições existentes sobre africanos e negros.
Afirmações desta natureza são fruto de leitura mal feita de parágrafos bíblicos, tomados fora do seu contexto literário e teológico, que acabam por colaborar com os interesses de justificar pensamentos e práticas abusivas, contrárias ao espírito da Palavra de Deus, cujo foco está na Justiça, na Libertação e na promoção da Vida e Dignidade Humana.
O texto em questão, que tem servido de pretexto para declarações insustentáveis, tanto em púlpitos, redes sociais, na tribuna do Parlamento e até protocoladas junto à Justiça Federal, sob o manto da imunidade parlamentar, versa sobre o significado da passagem bíblica encontrada no Livro de Gênesis capítulo 9, versos 20 a 27.
Nessa passagem Noé, embriagado, despe-se e assim é surpreendido por seu filho Cam que, ao invés de manter a discrição e o respeito devidos ao pai, o anuncia aos seus irmãos; estes se recusam a ver o pai nesse estado e, sem olhar para ele, cobrem-no com uma manta. Desperto Noé, ao saber da postura de seu filho Cam, amaldiçoa seu neto Canaã, filho de Cam, destinando-lhe a servidão.
O equívoco em questão dá a entender que a maldição proferida pelo patriarca bíblico contra Canaã, seu neto e filho de Cam, atinge os seres humanos de tez negra que habitaram, originariamente, o continente africano, o que explicaria os vários infortúnios em sua história passada e presente, culminando no longo período em que foram feitos escravos no Ocidente; e que o ato de Cam em ver a nudez de seu pai, mais do que um desrespeito, indica um ato de violação sexual por parte de Cam.
Queremos salientar enfatica e categoricamente:
1. Cam teve outros filhos: Cuxe, Mizraim e Pute, e somente Canaã foi amaldiçoado.
2. Embora o comportamento inadequado descrito no texto bíblico tenha sido o de Cam, filho de Noé, o objeto específico da maldição foi Canaã, o neto de Noé. [Segundo Orígines, um dos pais da Igreja, do século 3, Canaã foi quem avisou seu pai sobre a situação do seu avô, publicando o que deveria ter mantido sob reserva]. Amaldiçoar, no senso bíblico, não determina a história, mas descreve a consequência da quebra dum princípio estabelecido pelo ato desrespeitoso; portanto, significa a percepção de efeitos e desdobramentos de um comportamento específico. Ou seja, a postura de Cam e de seu filho Canaã estabelece um padrão comportamental que resultaria numa situação de inversão paradoxal, onde alguns dentre os descendentes de Canaã se tornariam dominados e serviçais dos seus irmãos.
3. Canaã, neto de Noé, foi habitar e estabeleceu-se na região a oeste do rio Jordão, até a costa do Mediterrâneo (sudoeste da Mesopotâmia), onde os descendentes de Canaã desenvolveram práticas absurdas, inclusive o sacrifício de crianças, e não no continente africano!
4. É de entendimento entre os teólogos especialistas no Velho Testamento que a maldição profética de Noé sobre Canaã foi cumprida quando da conquista da região povoada pelos descendentes de Canaã, os cananeus, por parte dos filhos de Jacó, sob o comando de Josué há mais de três milênios.
5. A maldição proferida sobre Canaã pelo seu avô Noé significou uma percepção e discernimento sobre uma tendência comportamental de um grupo humano, antevendo o resultado de uma corrupção cultural e civilizatória específica e localizada, e em consequente servidão, e de modo nenhum faz referência à cor da sua pele.
6. Não há nada, absolutamente nada, nem neste texto bíblico em foco nem na Escritura como um todo, que indique qualquer maldição sobre negros e africanos, e muito menos algo que justifique a escravidão.
7. O texto bíblico precisa ser lido em seu contexto imediato e considerado à luz da totalidade da Escritura, como saudáveis práticas de interpretação bíblica nos ensinam. De acordo com o próprio capítulo 9 de Gênesis, verso 1 e seguintes, é indicado que o desejo de Deus e sua promessa visam abençoar, dar vida, alimento e todo o necessário para o desenvolvimento de todos os descendentes de Noé, seus filhos e de toda a família humana. A declaração divina de abençoar a Noé e seus descendentes é firme e abrangente, e não pode ser contestada ou reduzida pela declaração relativa e descritiva de Noé a respeito de seu neto.
8. Deus reafirma o desejo de abençoar a toda a humanidade, a todas as famílias da terra, raças e etnias no episódio descrito na sequência da narrativa bíblica, quando da vocação de Abrão (Genesis 12), intenção que tem seu ápice e culminância na pessoa, vida e ministério de Jesus e continuado em curso na Igreja. Em Cristo, toda maldição é destruída e uma Nova Criação é estabelecida, sendo chamados a participar deste novo concerto todas as nações, etnias, raças, povos e famílias de todas as terras e da Terra toda, sendo revogadas assim todas as maldições e oferecida salvação a todas as pessoas.
9. A alegada violação sexual de Cam a Noé não é sustentada pelo texto. A citação do texto da lei de Moisés que chama a violação de descobrir a nudez não dá suporte a tal alegação, uma vez que os verbos usados são diferentes na raiz e no significado: no primeiro caso, trata-se de observação a distância; e, no segundo caso, trata-se de ato deliberado contra outrem.
10. Toda vez, na história, que esse texto foi aventado a partir dessa hipótese vulgar, tratou-se de ato de má fé a serviço de interesses escusos, seja quando usado para justificar a escravidão de ameríndios no Brasil colonial, seja quando usado para justificar a escravidão dos africanos de tez negra, seja quando utilizado para a elaboração de sistemas legais de segregação social como o que ocorreu nos Estados Unidos, seja quando usado para justificar a política nefasta e mundialmente condenada do “apartheid”.
Tal leitura equivocada da Escritura corre o risco de ser vista como suspeita de esconder outros interesses de natureza política, econômica e de dominação social e religiosa. Não há nenhum apoio bíblico para defender qualquer maldição sobre negros ou africanos, que fazem parte, igualmente e em conjunto, da única família humana.
Lamentamos o equívoco provocado por tal vulgarização do texto bíblico, bem como a banalização quanto ao conteúdo de nossa fé, assim como repudiamos qualquer tentativa, intencional ou não, de uso inadequado do texto para quaisquer fins que não o de promover a vida, a libertação e a justiça, como a própria Escritura expressa muito bem.
Brasil, 07 de abril de 2013.
Negros e africanos amaldiçoados?
Nota de esclarecimento e repúdio quanto à suposta maldição sobre negros e africanos
A Aliança Evangélica vem a público para repudiar o uso inadequado das Escrituras Sagradas, a Bíblia, juntamente com as interpretações e afirmações daí decorrentes, especificamente as feitas quanto a supostas maldições existentes sobre africanos e negros.
Afirmações desta natureza são fruto de leitura mal feita de parágrafos bíblicos, tomados fora do seu contexto literário e teológico, que acabam por colaborar com os interesses de justificar pensamentos e práticas abusivas, contrárias ao espírito da Palavra de Deus, cujo foco está na Justiça, na Libertação e na promoção da Vida e Dignidade Humana.
O texto em questão, que tem servido de pretexto para declarações insustentáveis, tanto em púlpitos, redes sociais, na tribuna do Parlamento e até protocoladas junto à Justiça Federal, sob o manto da imunidade parlamentar, versa sobre o significado da passagem bíblica encontrada no Livro de Gênesis capítulo 9, versos 20 a 27.
Nessa passagem Noé, embriagado, despe-se e assim é surpreendido por seu filho Cam que, ao invés de manter a discrição e o respeito devidos ao pai, o anuncia aos seus irmãos; estes se recusam a ver o pai nesse estado e, sem olhar para ele, cobrem-no com uma manta. Desperto Noé, ao saber da postura de seu filho Cam, amaldiçoa seu neto Canaã, filho de Cam, destinando-lhe a servidão.
O equívoco em questão dá a entender que a maldição proferida pelo patriarca bíblico contra Canaã, seu neto e filho de Cam, atinge os seres humanos de tez negra que habitaram, originariamente, o continente africano, o que explicaria os vários infortúnios em sua história passada e presente, culminando no longo período em que foram feitos escravos no Ocidente; e que o ato de Cam em ver a nudez de seu pai, mais do que um desrespeito, indica um ato de violação sexual por parte de Cam.
Queremos salientar enfatica e categoricamente:
1. Cam teve outros filhos: Cuxe, Mizraim e Pute, e somente Canaã foi amaldiçoado.
2. Embora o comportamento inadequado descrito no texto bíblico tenha sido o de Cam, filho de Noé, o objeto específico da maldição foi Canaã, o neto de Noé. [Segundo Orígines, um dos pais da Igreja, do século 3, Canaã foi quem avisou seu pai sobre a situação do seu avô, publicando o que deveria ter mantido sob reserva]. Amaldiçoar, no senso bíblico, não determina a história, mas descreve a consequência da quebra dum princípio estabelecido pelo ato desrespeitoso; portanto, significa a percepção de efeitos e desdobramentos de um comportamento específico. Ou seja, a postura de Cam e de seu filho Canaã estabelece um padrão comportamental que resultaria numa situação de inversão paradoxal, onde alguns dentre os descendentes de Canaã se tornariam dominados e serviçais dos seus irmãos.
3. Canaã, neto de Noé, foi habitar e estabeleceu-se na região a oeste do rio Jordão, até a costa do Mediterrâneo (sudoeste da Mesopotâmia), onde os descendentes de Canaã desenvolveram práticas absurdas, inclusive o sacrifício de crianças, e não no continente africano!
4. É de entendimento entre os teólogos especialistas no Velho Testamento que a maldição profética de Noé sobre Canaã foi cumprida quando da conquista da região povoada pelos descendentes de Canaã, os cananeus, por parte dos filhos de Jacó, sob o comando de Josué há mais de três milênios.
5. A maldição proferida sobre Canaã pelo seu avô Noé significou uma percepção e discernimento sobre uma tendência comportamental de um grupo humano, antevendo o resultado de uma corrupção cultural e civilizatória específica e localizada, e em consequente servidão, e de modo nenhum faz referência à cor da sua pele.
6. Não há nada, absolutamente nada, nem neste texto bíblico em foco nem na Escritura como um todo, que indique qualquer maldição sobre negros e africanos, e muito menos algo que justifique a escravidão.
7. O texto bíblico precisa ser lido em seu contexto imediato e considerado à luz da totalidade da Escritura, como saudáveis práticas de interpretação bíblica nos ensinam. De acordo com o próprio capítulo 9 de Gênesis, verso 1 e seguintes, é indicado que o desejo de Deus e sua promessa visam abençoar, dar vida, alimento e todo o necessário para o desenvolvimento de todos os descendentes de Noé, seus filhos e de toda a família humana. A declaração divina de abençoar a Noé e seus descendentes é firme e abrangente, e não pode ser contestada ou reduzida pela declaração relativa e descritiva de Noé a respeito de seu neto.
8. Deus reafirma o desejo de abençoar a toda a humanidade, a todas as famílias da terra, raças e etnias no episódio descrito na sequência da narrativa bíblica, quando da vocação de Abrão (Genesis 12), intenção que tem seu ápice e culminância na pessoa, vida e ministério de Jesus e continuado em curso na Igreja. Em Cristo, toda maldição é destruída e uma Nova Criação é estabelecida, sendo chamados a participar deste novo concerto todas as nações, etnias, raças, povos e famílias de todas as terras e da Terra toda, sendo revogadas assim todas as maldições e oferecida salvação a todas as pessoas.
9. A alegada violação sexual de Cam a Noé não é sustentada pelo texto. A citação do texto da lei de Moisés que chama a violação de descobrir a nudez não dá suporte a tal alegação, uma vez que os verbos usados são diferentes na raiz e no significado: no primeiro caso, trata-se de observação a distância; e, no segundo caso, trata-se de ato deliberado contra outrem.
10. Toda vez, na história, que esse texto foi aventado a partir dessa hipótese vulgar, tratou-se de ato de má fé a serviço de interesses escusos, seja quando usado para justificar a escravidão de ameríndios no Brasil colonial, seja quando usado para justificar a escravidão dos africanos de tez negra, seja quando utilizado para a elaboração de sistemas legais de segregação social como o que ocorreu nos Estados Unidos, seja quando usado para justificar a política nefasta e mundialmente condenada do “apartheid”.
Tal leitura equivocada da Escritura corre o risco de ser vista como suspeita de esconder outros interesses de natureza política, econômica e de dominação social e religiosa. Não há nenhum apoio bíblico para defender qualquer maldição sobre negros ou africanos, que fazem parte, igualmente e em conjunto, da única família humana.
Lamentamos o equívoco provocado por tal vulgarização do texto bíblico, bem como a banalização quanto ao conteúdo de nossa fé, assim como repudiamos qualquer tentativa, intencional ou não, de uso inadequado do texto para quaisquer fins que não o de promover a vida, a libertação e a justiça, como a própria Escritura expressa muito bem.
Brasil, 07 de abril de 2013.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
De volta!
Tudo bem, gente?
Espero vocês, próximo domingo, no Beneplácito Gourmet. Decorridos 33 dias de reclusão, lá estarei, de volta aos nossos encontros, celebrando a vida e a comunhão com pessoas que me são caras e especiais. Você incluído!
Vamos celebrar a Mesa da Comunhão e, também, quero começar uma série de reflexões sobre o fascínio e romance da vida na Nova Aliança, onde “ tudo se fez novo”.
Quero muito rever você. Não falte e nem vá sozinho!
Um beijo!
Dnl
Espero vocês, próximo domingo, no Beneplácito Gourmet. Decorridos 33 dias de reclusão, lá estarei, de volta aos nossos encontros, celebrando a vida e a comunhão com pessoas que me são caras e especiais. Você incluído!
Vamos celebrar a Mesa da Comunhão e, também, quero começar uma série de reflexões sobre o fascínio e romance da vida na Nova Aliança, onde “ tudo se fez novo”.
Quero muito rever você. Não falte e nem vá sozinho!
Um beijo!
Dnl
sábado, 30 de março de 2013
Opostos que se atraem
Opostos que se atraem: Marco Wyllys e Jean Feliciano

Um se arvora defensor da “família brasileira”; o outro, paladino da “liberdade individual”.
Um diz enfrentar o perigo da “ditadura gay”; o outro afirma lutar contra o “fundamentalismo religioso”.
Um cria pânico moral: Eles vão destruir os valores familiares que sustentam a sociedade brasileira; o outro, pânico cultural: Eles vão num crescente de intolerância e chegarão a proibir até mesmo o futebol!
O que ambos não dizem claramente é que precisam desesperadamente do radicalismo um do outro. Que estão fazendo coreografia, jogando para os interesses de suas respectivas plateias.
O que ambos não dizem verdadeiramente é que esse conflito produz capital político e econômico. Um único exemplo: o Estado e também setores privados financiam tanto a “Marcha para Jesus” como a “Marcha do orgulho gay”. Um nicho de poder alimentado por seu contraponto e vice-versa.
Essa atração fatal de Marco Wyllys e Jean Feliciano não contribui, efetivamente, para a democracia, para a defesa de um amplo estado de direito, para a produção de leis justas nem ainda para a construção de políticas públicas em prol dos direitos de todos os diferentes segmentos, especialmente dos mais explorados, da sociedade brasileira.
Resumo dessa ópera-bufa: Tal conflito público serve mais — muito mais — aos interesses eleitoreiros dos deputados protagonistas do que efetivamente às causas que dizem defender.
Parafraseando D. Hélder Câmara digo que o “escravo” de ontem (evangélico: minoria) quer ser senhor de escravos hoje (impor suas verdades para todos); e o “escravo” de hoje (LGBTs e outras minorias) quer ser senhor de escravos amanhã (impor também suas verdades). Como diz esse “santo humano”: Basta dessa lógica de dominação!
Na guerra insana de todos contra todos não existe espaço para a sociedade politica da inclusão e respeitadora dos direitos de todos, que devemos e precisamos aprofundar e avançar.
Construamos um caminho do meio: de tolerância PARA TODOS, de respeito de direitos PARA TODOS, de justiça PARA TODOS.
Embora possa parcer ingênua ou ignorante quanto às disputas do mundo real, tal posição é uma possibilidade exequível e não é novidade, afinal temos lastro histórico para isso. A luta de Gandhi, de Luther King e, sobretudo, de Mandela, nosso contemporâneo, dão provas cabais da plausibilidade desse caminho. Não preciso eliminar o outro para ter meus direitos reconhecidos. Antes o contrário, como mostra teoricamente Rousseau no célebre texto sobre a origem da desigualdade entre os seres humanos. Somente manterei meus direitos se respeitar o direito dos outros. Simples assim!
Em suma, sigo com Jesus, que não discrimina nem exclui ninguém, antes nos desafia a amar — existencialmente, não platonicamente — todas as pessoas. E ele ensina: Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também a eles.
Sabedoria divina para nós humanos aprendizes. Pratiquemos!
Clemir FernandesClemir Fernandes é formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul, em Ciências Sociais (UFF), mestre em Sociologia (UERJ) e doutorando em Ciências Sociais (UERJ). É pesquisador do Instituto de Estudos da Religião (ISER), redator da revista de estudos bíblicos Compromisso (Juerp/Convenção Batista Brasileira), integrante do grupo gestor da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS), e o atual coordenador do núcleo do Rio de Janeiro da Fraternidade Teológica Latino Americana-Brasil. É editor-adjunto da revista Novos Diálogos.domingo, 24 de março de 2013
Dois presentes
Dois presentes. Presentaços!
Ambos, do meu amigo\irmão Júnior. Nivaldo Júnior, na noite do meu aniversário, 19 de março.
O primeiro, foi sua agradável presença aqui no Vale da Serra de Igarapé. Passamos bons momentos conversando. Ele, eu e a Déia.
O segundo, foi a bíblia “Mensagem”, que ainda não tinha. A partir da “Bíblia em Linguagem contemporânea”, tem-se um belíssimo texto, com a sensibilidade e erudição espiritual de Eugene Peterson.
Deguste a leveza poética de Cantares 2:10-14.
"Acorde, minha querida, meu amor
Minha linda, minha amada – venha comigo!
Olhe à sua volta: o inverno já acabou
As chuvas já passaram, sim já se foram!
As flores da primavera desabrocham em toda a parte.
O mundo inteiro é uma sinfonia – pura harmonia!
Os gorjeios da primavera enfeitam os bosques com doces acordes.
Os vinhedos, viçosos e perfumados, estão exuberantes;
As cerejeiras exalam a fragrância de sua floração.
Acorde, minha querida, meu amor,
Minha linda, minha amada – venha comigo!
Venha, minha tímida e nobre recatada –
É hora de sair, vamos passear.
Deixe-me ver o seu rosto.
Quero ouvir a sua voz.
Aquela voz tão suave!
Aquele rosto encantador!”
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Defititivamente perdoados
Definitiva e totalmente.
Efervescia o movimento de
Igreja em células, com os seus Encontros a portas fechadas, estilo lavagem
cerebral.
Em um desses, realizado numa
mega-igreja de Belo Horizonte, esteve presente o meu querido irmão Silas.
Professor Silas, de saudosa memória. Piedoso e sempre envolvido com os ideais
de fé, quis participar e conhecer melhor aquela “nova onda” que tanta
empolgação estava trazendo à igreja.
O envolvimento emocional e
espiritual dos participantes era intenso, com mensagens de estímulos, seguidas
de desafios e palavras de ordem.
Em uma das reuniões foi
distribuído, aos muitos participantes, extensa e abrangente lista, contendo
interminável relação de possíveis pecados praticados. A lista era completa e sugestiva. De situações menores e
bizarras a pecadões de todo tamanho.
A orientação é que se fizesse
leitura completa e se assinalasse todos os pecados eventualmente
praticados, que deveriam ser, posteriormente, confessados um por um; tim-tim
por tim-tim.
Até aí, tudo bem ou...mais ou
menos bem. O problema é que no dia seguinte, a mesma lista, com a mesma relação
de possíveis pecados, voltou a ser distribuída para os mesmos participantes.
O Silas, verificando que se
tratava de repetição do dia anterior, raciocinou o óbvio: “mas isto já me foi anteriormente
dado e orei e pedi perdão daquilo ou naquilo onde entendi ter falhado. Já não assumi? Já não
confessei? Já não pedi perdão? Porque novamente? A mesma coisa?, observou-me ele, em
conversa de amigos e irmãos fraternos
Pois é. Pouco ou nada a ver
com o “consummatum
est”.
Afinal, o que, efetivamente,
está dizendo ou querendo dizer Paulo quando afirma:
“Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós....removeu-
o inteiramente, encravando-o na
cruz”? O que significa “remover
inteiramente” ?
O escritor de Hebreus
afirma com todas as letras:
“De nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas
iniqüidades para sempre”.
O que, afinal, quer dizer “para sempre” ?
E ainda:
“Perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me
lembrarei”. O “jamais me lembrarei” é ou não é pra valer?
O profeta Miquéias, usando de metáfora e certamente que vendo a
cruz distante, declarou:
“E lançará todos os nossos pecados nas profundezas
do mar”,
e,
ainda, terá posto uma plaquinha de advertência com os dizeres: “ É
proibido pescar”, sugere Corrie Tem
Boom, autora de “Refúgio
Secreto”.
Ao invés de ficar me afligindo com lista de sugestões de pecados,
prefiro “ trazer à memória
aquilo que me pode dar esperança”, nunca
me esquecendo de que “as misericórdias
do Senhor não tem
fim” e “se renovam a cada manhã”.
Um beijo,
Dnl
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
A morte do pecado
A propósito de nossas reflexões dominicais sobre o alcance da cruz, nos Encontros Fé Consciente, o Humberto acaba de localizar um texto do Caio Fábio, que reproduzo a seguir
Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós...
A MORTE DO PECADO
Aquele que não teve pecado, Deus o fez pecado por nós...
Comparável a essa
frase em seu conteúdo esmagador somente uma outra:
Ao Senhor agradou
moê-lo, fazendo-o enfermar...
Ambas referem-se
ao Cordeiro de Deus, a Jesus, o Senhor.
O que me choca é
que está tudo feito e acabado, menos para quem diz “crer”. Os que “crêem” não
sabem que ainda não crêem, ou não sabem no que crêem. Pois se o soubessem,
saberiam que a Lei morreu em Cristo; que a força do pecado é a Lei, mas que com
sua morte, ela, a Lei, já não tem poder sobre nós. Ora, essa morte da Lei matou
a força do pecado, pois onde não há Lei, também não há transgressão. Assim, o
que Jesus Pagou por nós, está Pago para sempre. Mas quem crê?
Então você
pergunta: Se é assim, como então nós ainda pecamos?
Ora, o pecado que
eu peco é fruto de minha queda, mas já não carrega em si mesmo o poder de me
matar, tanto quanto já não carrega mais o poder de me fazer “compulsivo”, pelo
simples fato de que em minha consciência ele já não se faz acompanhar da
condenação da morte.
É o medo da morte
e a certeza da condenação o poder que gera toda compulsão!
O pecado faz mal
ao meu ser, mas já não tem o poder de daná-lo, se se está confiante no poder e
na consumação do que Jesus já fez por nós. Afinal, o pecado só existe em mim,
mas já não existe como algo que pende como espada da morte sobre minha cabeça.
Eu estou em Cristo!
Já não há mais
nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus!
Agora eu ouço:
Filhinhos meus,
não pequeis; se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai; Jesus
Cristo, o Justo; Ele é a propiciação pelos nossos pecados; e não somente pelos
nossos próprios, mas inda pelos do mundo inteiro!
O Deus que se fez
carne também se fez pecado por nós!
E certamente Ele
não fez isto para que continuasse tudo igual. Tem que haver um fato-fator-real
que decorra dessa ação. O fato real é um só: o pecado existe na vida de cada um
de nós, mas já não existe como condenação. O fato do pecado em mim é inegável.
Todavia, é também inegável que ele já não tem poder sobre mim.
Como? Não tem
poder? Como?
Ele existe como
produção de minha carne (corpo-totalidade-do-ser), pois faz parte de minha
constituição caída. Hoje ele pertence à dimensão de minha animalidade não
elevada em consciência, pois ainda está presa à minha condição de
“egoísta-essencial”. No entanto, o pecado virou gripe: amolece, mas já não me
mata.
Então, eu constato
o pecado em mim. Grito: “Desventurado sou!”. Mas meu grito já não ecoa para a
eternidade, não ecoa nem mesmo no tempo, exceto em mim, que me entristeço
comigo mesmo. Entretanto, ele já não passa daí. Pois a Lei do Espírito e da
Vida em Cristo, me libertou da Lei do pecado e da morte!
Agora, se creio no
que “está feito”, vivo pelo que Ele fez por mim, não em razão do que eu, mesmo
crendo, ainda faço contra mim.
Aquele que não
teve pecado Deus o fez pecado por nós, para que nós que pecamos já não sejamos
pecado, mas sem pecado Nele, que nunca tendo pecado, foi feito pecado em meu
lugar.
A lógica é uma só:
quem nunca foi...foi feito...para que quem é...possa já não ser, mesmo que
ainda seja...pois mesmo sendo, só o é para si mesmo...mas não mais para Aquele
que por nós se fez aquilo que Ele mesmo não era...para que nós que somos...já
não o sejamos como quem em sendo morre do é.
Quem eu sou já não
me mata!
Justificados, pois,
mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo!
Com efeito Deus
condenou na carne o pecado!
Com efeito a
condenação do pecado aconteceu na Cruz!
Com efeito, quem
crê já está liberto; ainda que pratique a sua própria liberdade tomando
consciência de que quem ele é, o é em Cristo; não em si-mesmo.
Com o pecado
morto, e com a Lei sepultada, o que sai da morte e da sepultura não é mais o
que me mata, mas o que me salva.
Cristo morreu
pelas nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação!
Eu sei, no
entanto, que é muito difícil crer na pregação. Isaías ainda pergunta: Quem creu
na pregação?
Ora, pouca gente
crê!
Quem dera essas
multidões que confessam a Jesus como Senhor soubessem e cressem também; e quem
dera que sobretudo cressem no que “os penosos trabalhos de sua alma” realizaram
por todos nós!
A promessa divina
era que o Salvador veria os resultados dos “penosos trabalhos de sua alma e
ficaria satisfeito; pois que como o Seu ‘conhecimento’ Ele justificaria a
muitos”.
Há um conhecimento
a ser apreendido!
Somos salvos pela
fé. Mas há um “saber em fé” que é o “conhecimento” da justificação já realizada.
É esse
“conhecimento em fé” é aquilo que nos mergulha no descanso que declara: “o
castigo que nos trás a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras nós fomos
sarados”.
Para mim já está
pago!
Não aceito nem
mesmo os débitos que minha carne me apresenta para que eu os pague. Olho,
constato, e declaro: “Todo escrito de dívidas foi encravado na Cruz”.
Eu não creio em
mim, mas Deus sabe que eu creio na pregação!
Nele, que Resolveu
para sempre,
Caio
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Ricardo Gondim:
Destruir ídolos que a religião fabrica requer mais tempo e mais esforço do que gastos para criá-los.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Nosso sonho
Comunidade Fé Consciente
]
Uma comunidade que ama.
Simples e relacional, calorosa e inclusiva, onde o verbo amar seja um contínuo aprendizado. A compreensão de que fomos chamados para compreender os dramas e contradições de nosso irmão. Um ambiente onde pessoas sejam amadas e abraçadas, respeitadas e valorizadas, entendidas e aceitas, na compreensão de que o evangelho alcança a todos indistintamente e de que inexistem fronteiras à manifestação do amor de Deus para com o ser humano.
Uma igreja gente.
Pessoas sendo mais importantes que prédios e instituições, no reconhecimento de que tão somente a favor delas Cristo se manifestou entre os homens.
Uma igreja família.
Que se expresse na simplicidade e informalidade dos lares. Cada família se reconhecendo igreja de Cristo. Porque “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali eu estou no meio deles”. Lares-igrejas se encontrando para a celebração comunitária da igreja-família.
Uma comunidade de relacionamentos.
O cultivo da amizade, da comunhão, do amor fraternal e da confiança, que permite o confronto com a verdade, para que se tenham relacionamentos fortes e duradouros.
Um corpo vivo e atuante
Cada participante se sentindo parte e membro desse corpo. Com dons e ministérios recebidos de Deus, para serem usados neste mesmo corpo. A alegria de servir a Cristo conforme os dons que tenha recebido do Senhor da Igreja.
Uma povo consciente de sua fé.
Ambiente e culto apropriados à exposição da Palavra. A compreensão de que a lucidez e o discernimento para a tomada de decisões na caminhada da vida, decorre do conhecimento e percepção espiritual dessa mesma Palavra.
Uma comunidade de pessoas livres e responsáveis
Tão somente a consciência cativa do Evangelho, que é libertador e restaurador, determinando os limites de nossas ações. O jugo de Jesus, que é suave e leve, nos basta e dele em nenhum momento queremos nos livrar.
Um povo em permanente construção.
Todos se reconhecendo seres inacabados mas em permanente construção. Portanto, iguais. Ninguém melhor que ninguém. Ninguém discriminando ninguém. Todos dependentes da multiforme graça de Deus.
Uma comunidade de adoradores.
Um modo de ser. Porque fomos feitos “para o louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado”.
Uma comunidade contribuindo conforme o Evangelho.
Contribuição livre, alegre, espontânea. Resultado da consciência do Evangelho. Imune à expectativa de dividendos pessoais. Tão somente pelo amor que constrange e torna os filhos da graça realmente agradecidos. Sempre prontos a participar, a ajudar, a repartir, a estender a mão. Porque “Deus ama ao que dá com alegria” e “mais bem aventurada coisa é dar do que receber”.
Uma comunidade que prega o Evangelho da Cruz.
A convicção de que “aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” A certeza de que fomos reconciliados com Deus por meio da Cruz e de que a nós, filhos da graça, foi confiado o ministério da reconciliação.
Uma comunidade que crê e prega a Graça de Deus
Graça abundante! Manifesta em glória e poder na cruz ensangüentada. É nosso desafio crer nela; assumi-la por inteiro e proclamá-la sem receios, sem artifícios e sem condicionamentos de qualquer natureza. Crer que somente ela nos fará livres, alegres e reverentes diante de Deus.
Somos desafiados a vivê-la e torná-la conhecida de todos.
Esta é a mensagem da Comunidade Fé Consciente.
Que Deus nos conduza a bom termo e que o nome de Cristo, o Senhor da igreja, em tudo seja glorificado.
Ao Único Deus!
sábado, 12 de janeiro de 2013
Que beleza de texto!
Acabo de ler o belo texto da Marília Cesar, publicado no
Facebook por meu amigo Carlos Bregantim. É um prazer reproduzi-lo em meu blog.
Reparto com
vocês este lindo texto da amiga irmã Marilia Cesar jornalista autora de FERIDOS
EM NOME DE DEUS. Vale ler!
Carlos Bregantim
Vá para casa
"Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa". (Mateus 9: 6)
Quem viaja muito sabe como é bom chegar em casa.
Largar no chão as malas abarrotadas de reminiscências, tirar os sapatos e
jogar-se no sofá: alívio.
Casa é lugar de descanso. É lugar onde podemos andar feios, descabelados, de
pijama velho, de remela no rosto, podemos andar nus, desfilando, altivos, pelos
corredores, sem ninguém para nos julgar por estes nossos pequenos ridículos.
Podemos andar nus e só os que são íntimos verão nossas cicatrizes. Num primeiro
momento, podem franzir o cenho diante de estranhos, pérfidos sinais. Mas logo,
compassivos, vão querer beijá-los, nos trazendo paz.
Estamos, afinal, no ambiente mais amigável do mundo, o mais acolhedor e seguro:
estamos em casa.
Casa é lugar de fazer listas de compras, listas dos livros que queremos ler,
listas de prioridades. É o lugar onde nossa mente se ordena, porque ali
encontramos sossego para tanto, protegidos da pressão e da correria da vida.
Casa é lugar de organizar a vida, porque lá fora tudo está de cabeça pra baixo,
confuso e cada vez mais frágil, as relações são líquidas e nos escorrem pelos
dedos, os sentimentos são voláteis e amanhã já não serão o que são hoje.
Casa é lugar de sentimentos confiáveis, de afetos transparentes, para o bem e
para o mal, de olhar no olho do outro e declarar - eu te amo de verdade, eu
estou com muita raiva, eu quero te beijar e te pegar no colo, eu quero um tempo
para estar só. Estou em casa e isso me basta.
Casa é onde podemos ser quem somos, com nossas macas a tiracolo, a lembrança de
nossos fracassos sempre à espreita, de nossas paralisias, de nossa dependência
do outro.
Casa é lugar de andar descalço e relembrar que um dia fomos libertos da
opressão da mendicância, que não precisamos mais de tamanhos esforços para
sermos aceitos, dessas máscaras que nos demandam tanta energia vital, da mão
estendida à beira da estrada à espera de esmolas.
Já estamos em casa, já chegamos ao lugar onde o coração repousa, onde a dor
encontra consolo e as palavras nem são mais tão necessárias.
Em casa, podemos calar e haverá sempre quem ouça essa pausa e a compreenda e
saiba bem interpretar os nossos silêncios.
Casa é o lugar onde o Reino de Deus se instala, é nosso coração pacificado
depois da longa jornada, é onde um servo amoroso nos lava os pés e nos oferece
uma farta refeição de boas vindas.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Para pensar
“Se você faz parte de um movimento que diz para as
pessoas com quem devem casar-se ou de quem se divorciar; se está num grupo que
invade muito a vida pessoal, recomendaria que saísse de imediato, pois esse não
é apenas um movimento autoritário, mas um movimento potencialmente perigoso”
(Gene Edwards, autor de “O Perfil de Três Reis”)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
De Frank Viola/George Barna:
" O pastor moderno é o elemento menos questionado no Cristianismo Contemporâneo. Mesmo assim, não há uma única linha nas Escrituras que justifique sua existência, nem uma folha de figueira para cobri-lo"
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
|Reserve esta data!
Encontro Fé Consciente-2013
15 a 17 de novembro: reserve esta data
O Primeiro deixou saudades; o segundo, com certeza, será ainda melhor.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Mensagem de final de ano
CELEBRAI !
Celebração.
Ato de celebrar. Celebrar a vida, a fé, a esperança, o amor. Celebrar a
alegria, a liberdade.
Celebração.
Ato de agradecer. Porque celebrar é também agradecer e agradecimento é uma forma
de celebração.
Afinal, mais um ano se vai,
perdendo-se em meio à poeira dessa coisa chamada tempo(kronos) e oportunidade(kairós).
Somos parte de uma geração de
privilegiados. Caminhantes que dobraram a esquina de um novo século e cruzaram
as fronteiras de um novo milênio.
E nessa caminhada romântica e
desafiadora, há que se reverenciar a nobre galeria daqueles que, caminhando
antes de nós, deixaram o seu bom exemplo no campo da fé, das ciências, do
saber, da piedade, da simplicidade, da auto-entrega.
Paulo de Tarso,
Agostinho,
Calvino,
Francisco de Assis,
Mahatma Ghandi,
Tereza de Calcutá
Dietrich Bonhoeffer
Luther King
Oscar Niemayer
Galeria cheia. Outros .
Muitos outros. Anônimos em sua maioria. Quase
sempre não reconhecidos e aceitos em seu tempo. Mas credores da
admiração, do respeito, da gratidão de nós, ainda caminhantes. Tempo e
história, fazendo justiça aos injustiçados de todas as épocas.
CELEBRAI!
Celebrai a vida. Este dom precioso e
inigualável que Deus nos concede e que merece ser desfrutado. Vivido pra valer.
Sem miséria. Cada minuto. Na dimensão plena, preconizada pelo salmista:
“Na tua presença há
abundância de vida e na tua mão direita, delícias que são permanentes”
CELEBRAI!
Celebrai a fé. Que encara circunstâncias,
derrota gigantes, anda na direção do alvo proposto e vê o sol brilhar do outro
lado da montanha.
CELEBRAI!
Celebrai a alegria. Não
risada postiça e nem sorriso convencional. Alegria da alma. Que sai de dentro.
Que arrebenta com as cadeias do pessimismo, do desânimo, do negativismo e
proclama, de braços erguidos:
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja
fruto na vide; ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam
mantimento e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor e
exultarei no Deus da minha salvação.”
CELEBRAI!
Celebrai o amor. Dádiva misteriosa e imensurável. Que fascina,
que põe o medo pra correr, que conduz ao estático, ao silêncio e à perquirição
do intelecto: Divino apenas? Se também humano, em que dimensão? Qual o seu real
conteúdo e poder de resistência às adversidades?
“Não há quem resista
à força do amor incondicional. Por causa dele tudo é resgatável. Ele rompe
sepulturas e transforma a morte em ressurreição”(Leonardo Boff)
CELEBRAI A CRISTO!
“ A justiça será o cinto de seus lombos”
CELEBRAI A CRISTO!
“O seu nome será Maravilhoso,
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”
CELEBRAI A CRISTO!
Rei dos reis e
Senhor dos senhores
E, maravilha das maravilhas:
CELEBRAI A CRISTO!
Logos Eterno que Se permitiu fazer-Se humano como nós
e servo, como devemos ser.
“E o Verbo se fez humano e habitou entre nós”
Aleluia!
Um abençoado ano de 2013 para
você e sua família.
Dnl
Um convite: Com taças de vinho ou suco de uva e delicioso
alimento, estaremos, numa Festa de Ágape, celebrando a Mesa do Senhor, na
virada do ano, aqui no Vale da Serra de Igarapé. Alegria e gratidão é o que não
vai faltar.Venha celebrar conosco!
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